terça-feira, 3 de abril de 2018

Fraqueza

O amor traz alegria, Sentimento bom, Inigualável; Te deixa feliz por si só. Por, simplesmente, seu sentir. Todavia, ajouja-se a tacanhez, Encobre defeitos E máculas de personalidade. Nódoas que são relevadas, Não desconsideradas, Tão somente minimizadas Ao se amar. Faltando a correspondência De amor, Falhas vêm à tona, Descortinando-se a pessoa Como ela é, Despida do manto sagrado Do enamoramento. Restam desencanto e desilusão Da fraqueza do sentimento Extinto de um sopro Que esparge de um mero suspiro, que basta de tão fraco que era o amor. Ou melhor, da fraqueza do amor Emanado de alguém Com débeis sentimentos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A borrachinha

Só uma borrachinha. No entanto, quantos significados! Mágoa. Dúvida. (Re)pensamentos. Onde estamos. Aonde iremos. Em suma, ofendimento.

domingo, 26 de novembro de 2017

E é

O começo do fim.
Um domingo que
Me começou bem cedo
E especial.
Depois, tudo foi mal.
Houve um sinal fatal.
Nós.
Nós?
O sinal foi letal.
Eu o entendi.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Não sei

Quebrei meu braço,
Ombro falseando?
Não sei.
Não sei decifrar
Se é muscular
Ou ósseo.
Jamais quebrei osso.
E a dor que estou
A sentir?
Indefinição.

sábado, 2 de setembro de 2017

Eu quero

Sim.
Não sou cantor
E nem pretendi;
Apenas esbocei
A melodia, para entenderes
A música a que me referira.
Sou poeta,
Filósofo.
Tudo pretensão!
Quero chegar a ser.
Eu quero.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pontos. Mas contrapontos também

Muitos, muitos.
São o pontos de convergência.
Amor mútuo,
Ele é insuperável.
Intrinca é o que diverge.
Algo forte.
Estranho muito,
Não sei se contrabalança,
Se se adianta.
Fuga do (meu)regrado.
No entanto, pensamento
É meu  também.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

1/3 não votou em candidato

Um terço dos eleitores não votou em nenhum candidato pelo que ouvi no rádio hoje de manhã. A notícia induzia a que pensássemos ser um protesto. Protesto? Quem nulifica voto, quem se abstém, quem não comparece em sua seção eleitoral com o fito de não escolher alguém, não protesta; apenas, apoia a maioria que elegeu o candidato. Inexiste neutralidade em pleito eleitoral. A diferença é que quem escolhe o líder na campanha, ou não, o faz voluntariamente e assume a responsabilidade pelo voto registrado. Não deixa de escolher um dos postulantes ao cargo de, por exemplo casual, prefeito e abriga-se numa débil couraça de quem busca não ter 'culpa' na eleição. Não é protesto é puerilidade em assumir a responsabilidade política que temos todos. Alguém tem de ser erigido ao cargo posto em disputa. E a eleição é a forma para que, todos que tem o poder do voto, façam-na. E o fazem, deliberadamente votando em candidato. Ou assim não procedendo, mas, então, acedendo com a vontade prevalente. De outra banda, efetivo e gizado protesto foi de, majoritariemente, a população votante não guindar petistas a prefeituras de capitais brasileiras. Tão somente Rio Branco teve essa ousadia. Protesto do votante - não tanto alienado como se pensava - que rechaçou o partido de proverbial perniciosa atuação. Eis o verdadeiro protesto.