Sabe, o alpino derreteu:
O sol ainda estava desobscurecido
De nuvens,
Havia calor
E a simples proteção da sacola plástica
Do súper
Não chegou a ser suficiente.
Ficou derretido,
No entanto,
Não menos gostoso.
Ao revés.
Tornou-se uma mousse de chocolate
Ou um sorvete depois de uns bons minutos à temperatura ambiente.
Tampouco se dissipiou no envólucro ao ser aberto.
Ficou muito bom;
Foi surpreendente.
Já não há mais a luz amarela do sol,
Tem até um vento fresco.
O tempo fez seu papel
Serviu, efetivo,
Para isso.
Depois, mudou.
E quem sabe não está,
Agora, alterado,
Mudando a vida
De outro alguém?
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
A vida de alpinista
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Buenas
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Elisa
Pintalgue superveniente
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
O Google ajuda
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Logrado
E vai levar,
Ego,
Egoísmo.
A busca da amizade
A aceitação dos próximos.
O que interessa
Ou pensa interessar,
Que se dane.
Falsidade.
Amor pífio.
Me engana que gosto.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Sem grita
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
O mal da política
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Teu lado oculto
Rememorações de quarta à tarde
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Correta a Martha Medeiros
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Como blindar sua vida
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Como se fosse um irmão Grimm
domingo, 28 de setembro de 2014
Teu tortuoso caminho
sábado, 27 de setembro de 2014
Quando para nós tudo encerra
A taciturnidade enfeitiçada daquele ser
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Silhueta da camiseta branca
O BEM como um ato autêntico
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Mau e Insano
Carrie Bradshaw aprendeu na marra
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Medo Vão
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Sai, Capeta
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
La Basque
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Friday. Be happy.
Bem-me-quer, mal-me-quer
Impactado, SQN
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Antes que me torne um Bozo
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Seres poluentes sonoros
terça-feira, 9 de setembro de 2014
O transe do capote ilustrado
Nobilíssimo sábado
O cercamento do oásis
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Limonada de limões sicilianos
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Face carregada
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
"Manihot Esculenta", vulgo aipim
A dancinha pavilhona
O dia é quinta-feira,
Manhã alumiada numa luz que já é de primavera,
Olho para cima, há a parede predial
que, de vidro,
reflete o tom celeste.
Mas é bem mais.
Na mesma nuança,
ponteando a borda,
bandeirinhas brasileiras,
brasileiras e sul-riograndenses,
balouçando ritmadamente
ao sopro do ar morno setembrino.
Elas estavam dançando!
Me lembrei da marcha
Da Semana da Pátria!
Perigo no que se parece acertado
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Quem é 'bon vivant' ?
Erat Nigra
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Oizinho
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Avenida da Legalidade
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Rechaçando a picardia
sábado, 23 de agosto de 2014
Coração leviano
Ah, meu coração,/
Que engano!
Fui esperar por um bem/
De um coração leviano/
Que nunca será de ninguém.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Um pouco sobre viver
A vaga luz da noite
Dum dia perdido
ali, acolá
A vontade de ser livre
Numa charla ali
Mas solta!
Sempre!
Sem amores doidos,
Com dementes tidos por sanos
Sofri. Vivi.
Sobrevivi
E isto ê o melhor.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Marinou tudo?
terça-feira, 19 de agosto de 2014
(In) tempestável
Tempo de tempinho não é para mim.
Um temporal de ventos,
Aguaceiros,
Temporalmente existente.
É chega!
Basta de chove não molha e ceu hosco.
Que venha aos olhos o sol e o céu azul.
Finde de tarde como de hoje:
Sem qualquer nuvem.
Mente desanuviada, marasmática...
Xô, irascíveis!
Tal qual tubérculos,
Me vem encurtando o respirar.
Do que preciso é puro ar
E a malemoliência da luz
Ocasional,
À curta ondulação da água azul.
Saraivando
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Pro forma
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Que texto doido
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Novo muro de Berlim
Tijolos são alusivos à construção,
E construção é coisa boa;
Remetem ao bem,
Ao atingimento de uma vontade,
Um desejo positivo.
Eis a lógica.
Mas não, qual nada.
Quem quer, por qualquer anormalidade existencial,
Lança mão dos tijolos para altear muro
E separar pessoas que tentam,
Empenhadamente,
Afinar-se e aparar arestas das mil diferenças.
Pois a murada acaba com tudo isso
E , tal qual o de Berlim, separa o esquerdo do direito
E castra o direito de se ser,
Em conjunto,
Uno e ditoso.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Perdoname. Perdonote.
O gênio e um sono para agora
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Não é todo mundo que tem nome
A forma como chamamos as pessoas e como as pessoas nos chamam denota o grau de proximidade. Verdade de não é uma regra absoluta, porém dá sinais como 'é a coisa'.
Para a pessoa ser tratada pelo nome é preciso conhecer a pessoa. E aí há dois pilares de conhecimento: o profissional e o de amizade. Ou seja, tratamos pelo nome a quem ttabalhamos e a quem temos vinculação sentimental, aqui conglobando amigos, parentes, cônjuges e etc. Não sabemos o nome, salvo em caso de que ocorra algo errado, de um atendende no bar, por exemplo. Não existindo aproximação, inexistente razão para se referir nominalmente.
Os mais de perto nessa relação são os que nos dirigimos pelo apelido. Dos distantes nem sabemos o apelido, fazer o chamado assim muito menos, a menos que se queira forçar, ou forjar, uma proximidade. Colegas de trabalho, portanto, não são aludidos por suas alcunhas, a menos, logicamente, que se seja vinculado emocionalmente a que se denomina carinhosamente.
Sim, apelidar é demontrar afeto e se tem afetividade por quem se gosta, quer-se bem.
Agora, vocês dêem-me licença que ali pagar à moça do caixa, a quem não conheço e, evidentemente, não sei o prenome. E se já li no crachá, eventualmente, esqueci, pois é só alguém que me vende o que quero comprar. E, dessa forma, vamos-nos bem.
A lua que esclarece
Robin
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Shoppingzinho
Inlido
sábado, 9 de agosto de 2014
Tem dose certa
É preciso saber-se dosar.
O que abunda prejudica sim ;
Para uma outra situação,
Pode ser que não,
Mas no 'grosso' das vezes sim.
Até o elogiar de hábito e frequência
Traz malignas consequências.
'Se achar-se', excessivamente confiado,
Isso é mau.
Há que se expressar,
Gostar também é bom,
Entretanto, cautela-se no manifesto do amor,
Pois a dor de desleixo,
Do 'deixamento de lado',
Não vale o prazer do afago
No agradar-se o quem querido.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Mas que graça!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Ruminar mais
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Momento errado
Abuse da delicadeza
A patada tigrada
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Até debaixo d' água
Deveria haver como escrever
Embaixo d'água.
E mais, enquanto se nada!
Nadar e escrever,
Que maravilha.
Quem sabe um celular
À prova d'água,
Um aparelho digitado
Por sinapses cerebrais
Com textos estupendos
A serem postados
Num blog como este
Nascidos das prolixas
Pensantes braçadas!
Como se fossem regalos
Que que eu tenho?
Pensamentos, muitos deles.
E no pensar introspectamos,
Mergulha-se no poço de água parada.
Abrem-se gavetas, pequenas,
Em que são armazenadas, não sei porquê até,
Os desgostos.
Tudo o que se obtém
Observando alguém
Que se importe.
Ou mesmo que se recebe
De bom e de ruim.
No último caso, dois são os problemas: se sente o ruim que nos veio
E se detecta que as pessoas são falhas.
E nao adianta engavetar, relevar,
Por se gostar e considerar,
DEssa ou daquela pessoa,
Pois num belo fim de tarde,
À visão do sol que se esconde
Atrás das árvores e se reflete
No azul piscinado,
Como o saco de presentes do papai Noel numa noite de Natal,
As angústias nos são jogadas no colo.
Nos resta abrir, uma por uma ,
A mesma obrigação da criança
No chão,
Desembrulhando ansiosamente
O que recebeu na Noite Boa.








































