Fazia tempo que estava por ir, tinha convidado um ou outro amigo para isso, mas nunca se definia o momento e, portanto, não se concretizara essa visita de vistoria do atual estado daquele veterano campo.
Resulta que, por motivo de ida à loja Grêmio Mania, fui até lá. Muito bom, adquiri presente que queria e resolvi avançar a adentrar ao estádio, num percurso de rotina de tempos atrás.
Não posso dizer que estiva cheio como em épocas de antigos jogos, mas, para minha surpresa, estava muito longe de estar vazio.
Havia muitos carros estacionados, o ônibus da delegação gremista parado abaixo dos arcos do pórtico - aliás, os típicos três arcos esses não iriam para a Arena? - enfim, era um ambiente vivo e movimentado.
Ainda mais, denotando a pulsação do local, ao avançar até as sociais, percebi que havia treinamento da equipe profissional e que várias pessoas assistiam ao treino que, naquele ponto ao menos, consistia em cruzamentos e arremates, nas na grande área.
E por dentro, além do impecável estado do gramado, de um verdor intenso - quem dera a Arena aquela tivesse o mesmo piso -, ressaltado pelo brilho dourado do sol próximo ao ocaso, vi a plenitude das arquibancadas, tudo inteirinho.
Um campo que muito bem poderia estar operando para partidas oficiais do Grêmio até hoje, bonito, pleno, histórico e bem localizado que é, diferente da lonjura e da má acomodação da Arena, em que se senta na cadeira e se encosta o joelho nas costas do cidadão que senta a frente.
Olímpico, querido, és, de fato e de direito, eterno!

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