quarta-feira, 29 de abril de 2015

Quem somos

Quem somos?
Somos quem somos voluptuosamente
ou, quem, controladamente?
A normalidade está
na contenção,
imanente ao comportamento,
ao convívio,
em sociedade,
ou na naturalidade vaporosa,
animalesca,
(e até antissocial)?
Primeira opção,
pois quem não se limita,
não se cria maduro.
A maturidade,
já concluí por aí,
é 'fazer o que precisa ser feito,
mesmo não querendo'.
Não há fuga,
sim enfrentamentos cotidianos
entre o querer e o dever.
São muitas ações evolutivas.
Vitais e de progresso
necessário.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Experiência do Grenal indo de metrô

Funciona bem o metrô, metrô de superfície, Trensurb, como queiram, de Porto Alegre. Esta a primeira conclusão de domingo, após tantos anos sem o utilizar. Há até trens novos que logo serão postos para rodar.
Como bem apontado por meu irmão na volta do Grenal na Arena, não há congestionamento na entrada dos vagões na ida ao estádio, pois as pessoas vão aos poucos, em variados horários.
Já na volta, um tempo em que todo o público assistente sai junto da cancha, é grande a procura pelo mencionado transporte público, não obstante todos que estejam de saída da portida por ele não tenham optado.
É muita gente. Mas, enm por isso, há impossibilidade de se tomar um trem. E, em seguida, vem outro. São grandes e acomodam muita gente, pois também comportam passageiros em pé.
Até aqui, falei de pontos positivos.
Os negativos começam pela larga distância da estação até à Arena; vão-se uns bons 15,20 minutos a pé. O ideal seria a construção de uma estação mais próximo, porém é faticamente inviável, pois desviaria sobremodo o traçado dos trilhos. Qual a melhor saída? Imagino a instalação de uma linha de aeromóvel, tal qual já foi implantado no Salgado Filho. Resolveria, não um, talvez uns dois ou três trenzinhos. O problema seria a ociosidade em dias que não de jogo, além do temor à depredação de torcedores inurbanos. A população brasileira, em condições normais, já é mal-educada, em exaltação pós jogo então...
Outro ponto que não é bom é a chegada no Centro (Histórico, como agora se referem a ele), no escuro, sem policiamento e com escassez de ônibus e/ou lotação, quer por ser um domingo, quer pelo avançado da hora em dia útil.
Contudo, se se vai de carro, melhor não panorama não se tem. Pega-se tranqueira na volta e se é extorquido a pagar pelos 'flanelinhas', somando-se aos mesmos escuridão e despoliciamento.
Somam-se, no mais, o preço alto dos ingressos e a remota localização do novel estádio gremista.
Optarei, quando de novo for, por ir de condução ferroviária, a despeito de tudo.
Só Deus lá sabe quando irei mais uma vez...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A conter

Não espesses o clima,
ou escureças o firmamento.
Tarde tão bela,
ensolarada.
Ora, ora.
Um mau-humor incontido
que surge sorrateiramente
tentando enruçar
a tolda celestial.
Força! Resistência!
Mais ar no alvéolo pulmonar.
E um sorriso furtivo.
Até no olhar.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Das que são demais

Pessoas precisam de pessoas.
E precisam mais
Das que
Por demais
Gostam.

domingo, 19 de abril de 2015

Solamente un domingo

Somos sós na vida.
Principalmente, na adultice.
Quando pequenos,
Uns mais, outros menos,
Há a família a suportar,
Dar suporte.
Tenho isso para sempre,
Sou exceção.
Mas, na fase adulta,
De relacionamentos,
És só.
E mesmo,
Quando envolvido
Com quem muito amas
E que muito te querem,
Chega um domingo
E só estás.
Nem 'oi, como estás?
Vou passar o dia estudando
Para o TCC' recebes.
Sim.
É assim.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

We

Te encontrei,
Ontem,
Por acaso,
 no elevador.
Te cutuquei ao vivo,
Já que não me vens cutucando.
Estavas na lindeza,
Maior do que a de sempre.
Um pé, 
Levemente,
pontiagudo,
Que eu vi.
Eras tu.
Faltava eu.
Mas entrei,
Senti que gostaste.
Nos gostamos. Sorri,
Notaste?
Eu sou mais contigo,
Tu também,
Presumo,
Espero que sim.
Nós juntos.
Sempre.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Reticências

Não queria mais
esse sentimento
de distância,
de aparte.
Mas sim ligação.
Sempre.
As interligações são profundas,
nas entranhas;
está escrito.
Período de reticência não faz bem.
As raízes não são axiais,
são profundas,
porém,
nem por isso,
deixam de sentir as folhas
que mais levemente
balançam.

Um ventão chamado misterinho individual

E de repente, 
A corda esticada 
De há pouquinho 
Se afrouxa.
 O ajoujo quase se esboroa. 
O ir vai. 
Cadê o vir que quase não está vindo mais? 
Um sentido de solitarismo. 
É além:
 Sentimento de recuo.
 De estar falando só. 
De desinteresse. 
Um vento ruidoso 
E forte.
 Obstrui o som das palavras, 
Da conversa tenra 
 Que já estava acostumado. 
O tônus da diálogo 
Da junção coracina,
Para onde foi?
Ventão que faz desviar o olhar 
Com tanta areia esvoaçante 
Perigando nos olhos.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Algo a considerar

Gosto por ti.
Não por tudo que fazes.
Há o que mais desagrada
E o que menos desgosta.
Equívoco iludir-se que 
Os desapontamentos maiores
Não mais surgiriam.
E brotaram, 
Como mácula em onze,
Doze de abril.
Mais que ela,
O trato intrincado,
Encapado no manto
Soberano.
E insubsistente.