quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Manihot Esculenta", vulgo aipim

Aipim ou mandioca? A discussão surgiu à raiz de a raiz, do vegetal, cozido na água, estar servido numa das repartições do 'buffet'. 

 Disse, uma comensal interiorana à mesa ser mandioca, ao que se insurgiu a moça serrana: aipim é o correto. Também, penso assim: é aipim, cozinho, frito, assado, em forma de bolinho recheado ou o que for. 

 Foi surpresa, não imaginava ser nominada a "Manihot esculenta", a 'macaxeira' nordestina, que sempre soube ser aipim, ser dita, por algum conterrâneo, como mandioca.

 É estranho. No entanto, a nominação é variada, altera-se até de um andar para outro de um mesmo prédio profissional; muda a centímetros de distância em verdade; basta que uma pessoa, com diferentes formação e experiência, esteja ao lado ou na frente. 

 Concebe-se o chamamento de mandioca em Porto Alegre, mas na modalidade de farinha tão somente, aliando-se a de trigo, de rosca/pão, de milho, entre outras.  

A bagagem de aprendizado de cada um vai nortear, não só a maneira de como denominar as coisas e aspectos da vida, mas orienta o modo de se proceder de encarar sua existência terrena. 

 Somos 'el equipaje' que apreendemos, a agregação daquilo que temos de ensinamentos e experiências, mais o entendimento de como pensamos ser o mais adequado. 

Não existe uma verdade absoluta para a maioria dos fatos e atos pelos quais nos deparamos, menos ainda a forma absoluta de chamá-los. Entretanto, tenho meus jeitos e nomes, faço campanha e os defendo como os mais acertados. 

É uma linda controvérsia. E qual discussão não é?

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