Se o viver for respirar, pensar, locomover-se e etc, tudo está mais para um plano de fundo do que na essência vital. O estigma do 'saber viver bem' é a marca da boa vida, brinde ao legítimo 'bon vivant'.
O que significa saber viver bem? Está sim é a questão preponderante. A resposta é variada, depende da pessoa, depende ainda mais: depende do humor, do estado de espírito dela naquele dia, naquele momento.
Pode ser um 'subway' antes da aula, um faceirismo ao se tomar logo um ônibus mal se chegando na parada. Pode ser ouvir determinada canção de que se goste, ir ao cinema com alguém querido; ou não ir achando que se isolar é o melhor em uma circunstância. É tudo isso, estar-se feliz em ter conquistado um pequeno plano diário. É ser feliz várias vezes ao dia.
Saber viver bem é se contentar com o que se lhe apresenta no panorama vivencial, aquilo concreto que se obtém. Não é, de outra parte, o 'se contentar 'de se apequenar, de não almejar mais da vida nos super-sonhos, porém também não é o se entediar irremediavelmente por não atingir os seis acertos da mega-sena.
Sim, pode-se desejar caminhos a percorrer na vida, os melhores possíveis, mas igualmente não se martirizar por não os alcançar. É conseguir se satisfazer com o que foi possível ter.
Estar insatisfeito não ajuda, assim como querer novidades, mudanças (para melhor logicamente) e inovações impulsionadoras, dando um 'up grade', ao se dobrar cada esquina.
Sonhar e querer mais é mais é lícito e justo. Mas também o que se tem pode ser muito bom, desde que se satisfaça, que se retire, com serenidade, o melhor da época pela qual se está atravessando. E, por que não, aprendendo-se.

Nenhum comentário:
Postar um comentário