Nada contra a alegria alheia e a liberdade de expressão dessa felicidade, só que penso ser xarope para que está de fora, vendo um tentando gritar mais do que o outro. É uma pedra no sapato (ou no ouvido).
Televisão acima do 40 no volume também; rádio e sons mecânicos/elétricos idem, a menos que em ocasião de festa e com teor alcoólico significativo. O que mais atrapalha nosso viver sossegado é a cercania à barulho de obra: aluimento de parede, quebra de piso, marretadas a torto e a direito, estes são tormentos inegáveis.
Mas voltando ao mais comum, a conversa espalhafatosa, é um mal que se depara a qualquer instante e em qualquer lugar. Quando menos se espera, tu, ali, por exemplo, compenetrado no trabalho, de repente algo te desconcentra, te tira do prumo. A inquietação provinda dos autos decibéis é surda, te aflige e não notas de pronto. Contraditório, não? Mas é fato, acreditem. A barulheira nos pega despercebidamente, é ladina. Porém, muito nociva.
Toda atenção é importante, não que isso vai te proteger, no entanto facilita que o queixume contra a poluição sonora comece mais cedo. E quem sabe se empece outra discussão, poluindo os ouvidos que antes eram poluidores. Uma revanche ou um duelo de vozearias talvez. É válido e vingativo. Ou não?

Nenhum comentário:
Postar um comentário