Morre o relacionamento afetivo/amoroso,
nasce o relacionamento afetivo/odioso.
É bem mais fácil, tudo de bom se deixa,
ficam para trás numa remota existência
sepultada num cemitério de campanha
improvável e sem identificação do jazido.
Ou vira um amor cremado,
com cinzas espargidas,
no Dilúvio,numa corrida,
de esquina a esquina,
em uma quadra qualquer da Av. Ipiranga.
Piora-se quando o sentimento amargo,
de acabamento, é a frustração.
O malogro de não ter podido vencer,
perpassando os entraves múltiplos,
pois restaram em adoentar,
letalmente, a união.
Foi como em um jardim botânico,
montado na falda de um vulcão que,
sendo pré-eruptivo,
elimina uma fumaça grossa;
a fuligem acinzentando
o colorido das flores.
A acidez virando amizade é o que mais convém.
É como o açúcar sendo posto,
às colheradas,
pequenas, mas firmes,
nessa limonada epilogar feita com limões silicianos.

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