quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Marinou tudo?
Nesta centésima publicação, tem lugar algumas palavras acerca da chapa de Marina Silva e de Beto Albuquerque à Presidência.
Pois bem, não que queira me alçar a master entendido de política, mas tenho o costume de acompanhar informações afetas, seja por simplesmente gostar, seja por entender a importância que ela tem na vida de cada cidadão, demarcadamente em época eleitoral.
Com o desaparecimento de Eduardo Campos, cabeça de chapa do PSB e partidos coligados, a candidata natural seria Marina. Ela foi postulante ao cargo de Presidente da República há quatros anos. E não fez feio. Mais ainda, em pesquisas, mesmo antes da definição de Eduardo como candidato, davam-na com 27% - isto foi em abril/14. Ou seja, Marina, desde o princípio, quando se começava a ajeitar o tabuleiro da sucessão, já era mais forte eleitoralmente do que Campos. Portanto, dúvida alguma se poderia ter se ela ocuparia a vaga que foi do falecido.
Comentou-se que o PSB não veria com bons olhos a candidatura da Srª Silva por ela não ser, originalmente, historicamente, do partido, tendo só se filiado porque a 'Rede', partido por ela fundado, não ter conseguido estar formalizado a tempo de registro junto à Justiça Eleitoral. Pode ser que houvesse resistência, porém, ao compor o quadro de filiados, passou a ser pesebista e pronta para encarar o pleito de outubro próximo.
Atualmente, Marina apanha 21% das intenções de voto, em empate técnico com Aécio Neves. Contudo, vale lembrar que a pesquisa foi executada sem que seu nome estivesse homologado, o que só aconteceu ontem, dia 21/8, e também no calor do luto, da comoção da morte de Eduardo, atingindo também quem não era/seria seu votante.
Quanto à inclusão do deputado federal Beto Albuquerque, de inexpressiva aparição como candidato ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul, nota-se alguma repulsa, notadamente no eleitorado desse pago. Curiosamente, com a inserção do parlamentar gaúcho, surge um rechaço aumentado à chapa de Marina justamente pelos eleitores deste Estado.
Mais interessante será a discussão de quem renderá a Beto na postulação ao Senado, já que, na coligação com o PMDB, a candidatura tocaria a Pedro Simon, porém este, a par de ter preanunciado aposentadoria, alegou proscrição médica à sua entrada na disputa. Assim, surgem nomes como o ex-Governador Rigotto, o ex-Prefeito de Porto Algre Fogaça e o ex-Deputado Federal Ibsen Pinheiro.
Destarte, o panorama é de acompanhamento da definição do postulante à vaga, associando-se a Lasier Martins - o ponteiro na pesquisa - e Olívio Dutra, de má lembrança no comando do Palácio Piratini.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário