segunda-feira, 30 de junho de 2014

Atletas argelinos

 A decisão dos jogadores argelinos de jejuarem enquanto houver luz solar, devido ao período atual do Ramadã muçulmano, durante a Copa do Mundo, é polêmica. Tal época exige, salvo exceções, que os adeptos da religião assumam o jejum absoluto, de líquidos e sólidos, por um mês, aproximadamente, do dia 28/6 em diante. Ou seja, em meio ao Campeonato Mundial de Futebol.

É mais discutível a opção pelo jejum por ser, por exemplo, a viagem, uma das possibilidades arredáveis à obrigatoriedade ao jejum, postergando-se o sacrifício para depois de findada a viagem/Copa.

Ora, a atividade atlética do jogador de futebol é incompatível com o jejum. É da fisiologia do corpo humano a necessidade de periodicidade de alimentação e hidratação, mormente para profissionais do esporte. O jejuar não combina com a prática desportiva, tornando os atletas, pasmantemente por vontade própria, debilitados, e com comprometimentos físico e psíquico, dentro de uma partida de futebol de tanta exigência muscular e cerebral.

Soa como egoísmo desses jogadores que, em detrimento de sua opção pessoal, se não abrem mão do campeonato, certamente o estão encarando como de somenos importância, relegando-o a segundo plano em face de sua inflexibilidade em fazer o jejum que a religião impõe. 

Então, a despeito da brabeza do treinador argelino em não querer que se pergunte a respeito do jejum, entende-se perfeitamente a insistência da imprensa da Argélia ao fato de seus selecionados irem à cancha comprometidos e fragilizados.

Egoísmo e prepotência; não é momento para inanição obsequiosa. Mas não é mesmo.

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