É mais discutível a opção pelo jejum por ser, por exemplo, a viagem, uma das possibilidades arredáveis à obrigatoriedade ao jejum, postergando-se o sacrifício para depois de findada a viagem/Copa.
Ora, a atividade atlética do jogador de futebol é incompatível com o jejum. É da fisiologia do corpo humano a necessidade de periodicidade de alimentação e hidratação, mormente para profissionais do esporte. O jejuar não combina com a prática desportiva, tornando os atletas, pasmantemente por vontade própria, debilitados, e com comprometimentos físico e psíquico, dentro de uma partida de futebol de tanta exigência muscular e cerebral.
Soa como egoísmo desses jogadores que, em detrimento de sua opção pessoal, se não abrem mão do campeonato, certamente o estão encarando como de somenos importância, relegando-o a segundo plano em face de sua inflexibilidade em fazer o jejum que a religião impõe.
Então, a despeito da brabeza do treinador argelino em não querer que se pergunte a respeito do jejum, entende-se perfeitamente a insistência da imprensa da Argélia ao fato de seus selecionados irem à cancha comprometidos e fragilizados.
Egoísmo e prepotência; não é momento para inanição obsequiosa. Mas não é mesmo.
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