A história da caída do avião, ontem ou anteontem, na serra francesa, vem-se mostrando mais aterrorizante do que se imaginava. Além da dureza inerente à situação de uma aeronave que vai a pique, o modo como a queda ocorreu nos sensibiliza mais.
Sucede que, ao tentar voltar à cabina de pilotagem após uma breve saída, o piloto deparou-se que o avião em declínio e, pior, com sua retomada de comando da aeronave obstaculizada porque, simples e amargamente, o co-piloto não lhe abriu a porta e/ou negou-lhe acesso a seu posto de pilotagem.
Eram fortes as batidas na porta e sonoros os gritos de chamado ao companheiro. Em vão.
Mas não, certamente, à tripulação e aos tripulados: os passageiros notaram o descenso, o nervosismo dos agentes de bordo e a gravidade do contexto de alarma.
Foram cerca de dez minutos de pleno terror e suspense até que o mal pior viesse em desate.
Dez infindáveis minutos de tortura, de revisão de vida, de sentimento de perda, de comoção.
Todos morreram ao que se sabe, porém, com certeza, através de muita dor e sofrimento.
Por que o co-piloto teria agido dessa maneira? Suicício? Terrorismo? Mal-súbito?
Talvez seja um mistério 'ad eternum', quiçá seja um tema para sempre ser especulado daqui para frente, condoendo-nos com os mortos sofridos.
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