sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Fugidio

Amor, 
Solamente uno conozco.
Y ni quiero mas!
A mí basta tu.
Que foge, que some por vezes.
Mas sempre,
Ily.

sábado, 6 de agosto de 2016

A'marantes.

Amo.
Minha vida,
Quem me cerca.
Amo quem me ama,
Me a'marantes.
Amo depois.
Na verdade, junto. 
Amo2.
Vou ali e já volto.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Nesses dias

Nesses dias,
De febrilidade,
Que nevralgia o banho.
Frio, mas,
Mais ainda,
Que mal-estar,
Quase tremedeira,
No pré banho.
Tudo pela febrezinha.
Pouco importa a quente água a banhar,
Nem sob ela a frieira se vai.
Só acaba no termômetro que aponta
Menos de 37 graus.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Passando a limpo

Gostança de gente mui linda?
Há, mas para gostar de mui lindos
Hai revistas.
Admirar, é assim que se chama,
Não é cativar
E ter O TEU amor
Para vida toda.
Com respeito,
Dedicação e o,
Fundamental,
Amorzão.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

E vice-versa

A maioria das pessoas que saem para caminhar sozinhas usa fones. Não sei se ouvindo notícias ou músicas; presumo que músicas, como forma distração enquanto, em particular na caminhada com fins de exercício físico, andam apressadamente.
Eu discrepo, mais uma vez, dessa maioria de pessoas. Primeiro, porque não tenho como cômodo os fones nos ouvidos e menos quando em movimento. Eles caem, não adianta porque saltam das minhas orelhas. Não se fixam, sei lá a razão. Basta virar a cabeça, olhando isso ou aquilo, que pá, lá se vai o bendito fone. Andar com fone, para mim, é incomodação na certa.
Mas não os uso também por gostar de observar a rua em que piso, ouvir seus sons, capilarizando meu momentâneo devaneio. O que se escuta nos exige bastante. Ou não se está ouvindo, não se está concentrado na audição, pois quando há foco no som, a percepção do que há à volta diminuiu. Isso é perpectível.
Pois então, como prefiro me enfronhar no contexto rueiro, no vento que me bate à cara, nas folhas das árvores, no azul do céu, no piar dos pássaros, não me valho de fones. Bastante lógico, não é verdade? E não que não de estar sempre ouvido notícia ou música. No carro, dirigindo sempre, absolutamente sempre, tenho o rádio ligado.
Só há um 'porém': caminhar não é dirigir. E vice-versa.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sai Dilma. Entra Temer

Golpe é ruptura da ordem constitucional e legal de um modo geral. Abrir processo de investigação da Presidente da República, pelo Senado da República, com autorização da Câmara de Deputados, não é golpe. Essa é a forma constitucional e normativa de se proceder; não é golpe. O crime de responsabilidade, e 'pedalada fiscal' - um dos fundamentos para o pedido de 'impeachment' - tipifica crime de responsabilidade, é assim processado, na maneira estatuída no regramento legal brasileiro.

 Aceito por 2/3 dos deputados federais, aberto está o processo de impedimento e a presidente é afastada do exercício do poder. Não há golpe. Golpe é ela continuar e se impedir o vice-presidente, Michel Temer, assumir o 'comando da nação'. O vice é o substituto legítimo no impedimento do(a) presidente, de acordo com o que prevê o artigo 79 da Constituição Federal, 'verbis': 'Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.'

É assim que tem que ser. Golpe é não permitir que o vice assuma, tal qual ocorreu com João Goulart ao tempo da renúncia do presidente Jânio Quadros. Aí sim houve iminência de golpe de estado, que foi enfrentado pelo conhecido 'Movimento da Legalidade'.

A legalidade e a democracia atuais estão em julgar-se a presidente por crime de responsabilidade, este inquinado na peça de Miguel Reale, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, e assegurar-se a posse do Sr. Vice-Presidente. Mais ainda, a invencionice, permitam-me a expressão, de suspender sua posse a pretexto de 'novas eleições', isso sim é golpe, justamente porque rompe com a previsão constitucional prefalada, ou seja, o artigo 79 da CF acima transcrito. 

Que saia Dilma. E que a renda quem de direito: Michel Temer. Assim, é o correto.

 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Longo mês

Mês, praticamente um mês
Da compra do bilhete
À viagem,
No tempo em que
Nem saudade já havia.
Trinta dias até
Que depressa passaram,
Mas em conta menor,
Proporção aritmética que foi,
À falta.
Está agrandava-se
Geometricamente,
Pois sabes?