Há tranquilidade na vida? Sim, mas apenas relativa. Não se vive e/ou convive sem sobressaltos, sem quebra-molas na estrada da existência, a qual nos leva prosaicamente do berçário ao céu (ou inferno).
A viagem, via de regra, não é direta; há curvas, desvios, altos e baixos, sol, vento e chuva; buracos, tal qual uma rodovia brasileira não pedagiada.
Muita gente cairá nos buracos e não conseguirá sair. Mas o segredo é criar habilidade quando começar a conduzir seu carro do viver e aprender a desviar das crateras, assimilando as vicissitudes que surgirão.
O importante é não se deixar distrair e perder o foco; para frente postar-se, seguindo altiva e esperançosamente.
Pois é. Por vezes, anda-se na melhor das condições, percalços nenhum, feliz, com motorista e copiloto cantando, absortos com a beleza da paisagem em um dia ensolarado num piso perfeito. Quando, de repente, depois de uma subida de lomba, fecha-se o tempo e a caída de chuva granizada é questão de segundos, desestabilizando-se por inteiro 'a nossa viagem'.
É bem isso que acontece. A turbulência, a mudança de humor e exigência de muitos quereres é inopinada. Ocorre do nada. Sem explicação. Duma mesa de bar, parada estratégica, com conversa frouxa e alegre, à pronta desilusão do trecho frustrado.
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