sexta-feira, 28 de março de 2014

Vela com sopro do lado. Só do lado e não a atinge

  Minha memória afetiva é fogo. Tendo a preferir o velho ao novo.  O velho ê meu conhecido,  já desfrutei de poucas e boas com ele. No Olímpico velho de guerra,  por exemplo. Tenho história com ele, vividas nele. E bota história e bota guerra nisso.
   O velho já conheço, tenho relação de amizade; lembranças mil. Gosto do terminal antigo do Salgado Filho porque me lembro do tempo em que voar,  andar de avião,  não era bem assim.  Hoje em dia,  é pouco mais que andar de ônibus.
  Lembro-me de que não havia vidro na sacada do segundo andar,  víamos as pessoas caminhando- finger muito menos tinha- da porta até a aeronave. E abanávamos, gritávamos boa viagem. E o embarcante ouvia e sorria; era um familiar querido de quem também me lembro.
Depois,  foi posto vidro e criados restaurantes e lancherias caras. E quando fou instalado elevador?  Bá,  como ficou bom.
A efetividade na comparação do antigo que é bem nosso com o novo que é impessoal- mas também de muita gente-é prejudicada.
A manutenção do Olímpico  , até quando? , e do aeroporto velho,  até quando? , é a nossa chama de reminiscência que teima em não se apagar.

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