Minha memória afetiva é fogo. Tendo a preferir o velho ao novo. O velho ê meu conhecido, já desfrutei de poucas e boas com ele. No Olímpico velho de guerra, por exemplo. Tenho história com ele, vividas nele. E bota história e bota guerra nisso.
O velho já conheço, tenho relação de amizade; lembranças mil. Gosto do terminal antigo do Salgado Filho porque me lembro do tempo em que voar, andar de avião, não era bem assim. Hoje em dia, é pouco mais que andar de ônibus.
Lembro-me de que não havia vidro na sacada do segundo andar, víamos as pessoas caminhando- finger muito menos tinha- da porta até a aeronave. E abanávamos, gritávamos boa viagem. E o embarcante ouvia e sorria; era um familiar querido de quem também me lembro.
Depois, foi posto vidro e criados restaurantes e lancherias caras. E quando fou instalado elevador? Bá, como ficou bom.
A efetividade na comparação do antigo que é bem nosso com o novo que é impessoal- mas também de muita gente-é prejudicada.
A manutenção do Olímpico , até quando? , e do aeroporto velho, até quando? , é a nossa chama de reminiscência que teima em não se apagar.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Vela com sopro do lado. Só do lado e não a atinge
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