quinta-feira, 3 de abril de 2014

À César

             

               O momentoso caso do parto cesáreo, sucedido,  cá entre nós gaúchos,  na bela Torres, faz com que se ilumine o dilema do livre-arbítrio materno em face dos direitos do nascituro. 

                A mãe gostaria de ter seu'filhote' vaginalmente. Muito que bem. Mas e a criança? 


         Falando-se em tese,  sem adentrar minudentemente na situação prerreferida - até porque não disponho de detalhamento  - a genitora estaria criando entrave ao nascimento do feto,  já em tempo apropriado de ser parido,  por não querer tê-lo heterodoxalmente,  leia-se por cesariana. Já tivera duas operações dessa,  no entanto,  daquela feita,  a intenção era experimentar o parto dito normal. 


            Ocorre que tal proposta,  que implica,  necessariamente,  no posicionamento adequado do bebê,  não restou acontecido. O nenê,  talvez fazendo troça com a escolha materna  , desajeitou a postura pré-natal. 

           O nenê está mal posicionado para o parto vaginal, mas já é hora de nascer e a mamãe não quer que ele nasça. O que fazer? 


            Penso que anda bem a decisão que impõe o nascimento forçado ante o flagrado prejuízo ao infante. Ele tem que nascer,  essa a ideia preponderante, a forma pouco importa. Não pode é ficar ao alvedrio da parturiente em desfavor do piá. 


             Sabidamente,  se passa o tempo de sair do útero,  existe maleficio à sua vida terráquea.


           Pode remanescer dúvida pairando quanto ao interesse prevalente,  se do guri/ guria ou da mãezinha? 


          O pior é que vai nascer bem,  graças à intervenção do Estado,  e depois,  criado assim,  terá raiva e revolta direcionados a quem garantiu seu nascimento da maneira contrária à vontade de  sua  'velha'. 


           Durma-se com um barulho desses!


Nenhum comentário: