O momentoso caso do parto cesáreo, sucedido, cá entre nós gaúchos, na bela Torres, faz com que se ilumine o dilema do livre-arbítrio materno em face dos direitos do nascituro.
A mãe gostaria de ter seu'filhote' vaginalmente. Muito que bem. Mas e a criança?
Falando-se em tese, sem adentrar minudentemente na situação prerreferida - até porque não disponho de detalhamento - a genitora estaria criando entrave ao nascimento do feto, já em tempo apropriado de ser parido, por não querer tê-lo heterodoxalmente, leia-se por cesariana. Já tivera duas operações dessa, no entanto, daquela feita, a intenção era experimentar o parto dito normal.
Ocorre que tal proposta, que implica, necessariamente, no posicionamento adequado do bebê, não restou acontecido. O nenê, talvez fazendo troça com a escolha materna , desajeitou a postura pré-natal.
O nenê está mal posicionado para o parto vaginal, mas já é hora de nascer e a mamãe não quer que ele nasça. O que fazer?
Penso que anda bem a decisão que impõe o nascimento forçado ante o flagrado prejuízo ao infante. Ele tem que nascer, essa a ideia preponderante, a forma pouco importa. Não pode é ficar ao alvedrio da parturiente em desfavor do piá.
Sabidamente, se passa o tempo de sair do útero, existe maleficio à sua vida terráquea.
Pode remanescer dúvida pairando quanto ao interesse prevalente, se do guri/ guria ou da mãezinha?
O pior é que vai nascer bem, graças à intervenção do Estado, e depois, criado assim, terá raiva e revolta direcionados a quem garantiu seu nascimento da maneira contrária à vontade de sua 'velha'.
Durma-se com um barulho desses!
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