
O filme ELA é muito doido. Relata a vida de alguém, vivendo num futuro próximo, que conta com uma voz como, digamos assim, operador de sua participação na 'internet'. A voz secreta diz os e-mails, muda música a pedido 'de seu dono' e etc. Até que, a determinada altura de sua vida, transforma a voz seca e uma voz doce e alegre feminina e essa 'moça' virtual acaba, por sua simpatia e espontaneidade, a fazer amizade com o protagonista - um bigodudo de calça atada acima da cintura.
De amigos passam a ser, num tapa, namorados. E nem se vai dizer que ele se enamora por Ela por estar carente e vive isolado em seu mundinho. Tudo, ele joga 'video-game' retardadamente, mas mantém trabalho, tem ex-mulher e amigos próximos. Ou seja, há vida além do telefone celular e do desktop.
Só que, na maluquice inventada do filme, para lá de chato e ilusório, o 'do bigode' entrelaça sua vida amorosa à fulana faladora de seu fone-de-ouvidos de uma maneira irreal. Se apaixona e até passa a simular atos carnais de sexo (a propósito, passagem do filme totalmente nonsense).
Calma lá! Como 'se apaixona'? A pessoa não existe! É um programa de computador apenas. É um ridículo sem tamanho. Tudo bem que o 'tipo' seja esteriotipado, dando ares de ser um leve retardado mental, contudo, na vida real, somente um insano teria tal comportamento. Deixar-se levar, positivamente, num relacionamento sabidamente inexistente é coisa de tan-tan.
O Couple, um aplicativo de smartphone, lançou um casal de vozes ocultas nos moldes do filme esse. Fará sucesso certamente, pois tem louco para tudo nesse mundo, mais ainda na época atual de banalização e enfraquecimento das relações - semidescartáveis - amorosas.


Nenhum comentário:
Postar um comentário