domingo, 27 de abril de 2014

Técnica novelística.

Não é a todo instante que tenho conclusões tão determinantes quanto a que acabo de ter. Tenho dito, à percepção pessoal, que as conclusões surgem mansamente. Não concluo, a não ser chistosamente, de uma hora para outra; o pensamento concluído vem-se aprochegando, até o momento em que me dou conta dele.
Pois bem. A conclusão é que a influência pela convivência é muito mais prodigiosa do que por força impositiva.  Dizer que isso é assim e não assado não funciona tanto quanto a sutileza do pensamento que escorrega no dia-a-dia.
O convívio deixa marcas dos outros em nós e vice-versa. Acho que é no vocabulário que isso se torna mais expressivo.
Usando um exemplo da novela, pois não deixa de ter uma "convivência" entre personagens e os espectadores. Das novelas advém muito de alteração na vida das pessoas que  , sem nem notarem, começam a usar expressões e a querer viajar de balão pela Capadócia ou dizerem que querem lhe usar como o Cel Wilker de Gabriela.
Vou usar mais essa tática? E porque não?

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