Dia desses, ouvi um comentário, baseado em uma determinada tese sócio-antropológica, que a princípio soou estranho, mas, à detida percepção, surgiu como bem razoável e até lógica.
A ideia é a seguinte: diante do contexto de comportamentos tão ridículos atuais das pessoas, jovens sobretudo - mas não somente eles -, com uma torrente de exposição pessoal, via 'internet' ou não, cria-se um movimento de reação em sentido contrário. E com vigor.
Ou seja, pessoas estão adorando e promovendo o autoescracho; em contraponto, outros vêm repudiando, veementemente, tamanho descalabro de comportamento. É a sociedade dando sua 'freada de arrumação', até acomodar-se na salutar medida de uso da liberdade individual, com bem-senso.
Há quem possa pensar que exagero, que não há excessos e que 'a gurizada' faz o que quer e que é bem normal, 'os tempos são outros', sem caretice. Bueno, então convido o leitor a meditar sobre essa notícia estampada no Clicrbs de hoje, cedo da manhã: http://wp.clicrbs.com.br/pretinhobasico/2014/04/03/conheca-a-nova-mania-no-instagram-selfies-depois-do-sexo/?topo=52,1,1,,224,e224
Coloquialmente falando, pode-se dizer que é o 'fim da várzea' e que 'caíram os butiás do bolso'. Enfim, é capa da gaita. E onde este mundo vai parar? Não sei se parará, entretanto, já está tendo seus movimentos sociais sofrenados, remetendo-se ao comportamento de décadas passadas, com um forçado e reacionário choque de moral e de ética.
Mudanças comportamentais virão, à bem da preservação da espécie humana, um tanto menos mundana no futuro de médio/longo prazo.
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