A época é de expectativa precopa. A Copa do Mundo vem aí, ou
melhor, chegará até nós, logo-logo. Todos ansiosos em como será receber tantos estrangeiros, em quanto o país pode lucrar com eles. Será que os estádios funcionaram a
contento? Vão estar 'nos conformes' as obras de infraestrutura das cidades? A
'internet' deixará de ser lesmática? E, sobretudo, o Brasil poderá vencer o
campeonato mundial como dono da casa, coisa que nunca aconteceu antes?
São perguntas que pairam no ar e que concentram a atenção do povo
brasileiro, cada vez mais, à proporção da proximidade à data inicial do
certame. Muito bem, o nervosismo com o maior evento do futebol tem razão de
ser; é justificável.
Contudo, o tema momentoso, além do fiasco da menção de 'Popozuda' como grande pensadora
contemporânea - verdadeiros acinte e esculacho à educação estatal brasileira - é a implantação ou não, da CPI da
Petrobrás. Mais do que isso, se a investigação parlamentar atingirá a estatal
petrolífera ou se abarcará outros propósitos.
Não nos esqueçamos de que, passada a Copa, com festejos pelo
título ou enxugamento de lágrimas pela derrota, teremos eleições; o pleito
eleitoral será grande, pois só não serão escolhidos prefeitos e vereadores.
Dessarte, à situação, no espectro do governo federal, interessa
que seja 'bagunçada' a CPI, isto é, múltiplas investigações e atingimento de
conclusão alguma, até pelo emaranhado campo de atuação postulada. Ou nada concluindo, pelo
menos à época da votação.
Já à oposição, importa concentrar-se na bandalhice que foi a
aquisição da refinaria em Pasadena/EUA e o vultoso prejuízo, em última
instância, ao Erário e ao contribuinte do Brasil. Igualmente, como de resto, já acontecera
com a expropriação de propriedade da Petrobrás pelo punho esquerdista de Evo
Morales - e que ficou por isso mesmo, sem nenhuma posição firme do Estado
petista/brasileiro na defesa do investimento de sua empresa -, de mesmo modo sem nos
esquecermos da construção 'petrobrasiana' em Cuba, logicamente às expensas do nosso Estado.
Tudo isso tem de vir à lume e apuradas culpas dos gestores
públicos. Isso só será possível, e a comissão parlamentar será exitosa, se o
foco exclusivo forem as fraudes da Petrobrás. Aí sim, pode ser que se termine a
tempo de o cidadão eleger seus representantes, limpando a política nacional
daqueles que não merecem ocupar cargos eletivos. E que tirem as mãos sujas do dinheiro público.
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